Mecanismos moleculares do papel do exercício aeróbio e de resistência no aumento dos níveis de adiponectina em humanos como controlo do gasto energético: revisão sistemática
Resumo
Antecedentes: A resistência à insulina, a inflamação crónica e o comprometimento do equilíbrio energético estão estreitamente associados à obesidade e à diabetes mellitus tipo 2, duas doenças metabólicas cada vez mais frequentes. Nestas condições, a diminuição dos níveis de adiponectina contribui para a disfunção metabólica ao alterar a regulação da glicose e a oxidação dos ácidos gordos. O exercício tem demonstrado ser uma terapia não farmacológica capaz de aumentar a adiponectina.
Objetivos: O objetivo deste estudo foi determinar o efeito do exercício físico aeróbio e de resistência nos níveis de adiponectina.
Métodos: Para este estudo foram analisadas várias bases de dados científicas, incluindo ScienceDirect, Web of Science, PubMed e Scopus. Entre os fatores considerados nesta análise incluíram-se estudos sobre os efeitos do exercício de resistência e aeróbio nos níveis de adiponectina publicados entre 2020 e 2025. Os artigos que não cumpriam os critérios de inclusão, como estudos não experimentais ou artigos não encontrados nas bases de dados previamente estabelecidas, não foram incluídos nesta revisão sistemática. Através das bases de dados PubMed, ScienceDirect, Web of Science e Scopus, foram localizadas 689 publicações no total. Dez estudos cuidadosamente selecionados e revistos por pares abordaram a necessidade desta mudança sistémica. Os procedimentos operacionais padrão desta investigação foram estabelecidos de acordo com as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses, PRISMA.
Resultados: Os resultados do estudo demonstraram que tanto o exercício de resistência como o exercício aeróbio aumentaram de forma evidente os níveis de adiponectina em humanos.
Conclusão: Foi demonstrado que o treino de resistência e o exercício aeróbio aumentam significativamente os níveis de adiponectina em humanos. O aumento da adiponectina contribui para melhorar a sensibilidade à insulina, controlar a glicemia e exercer propriedades anti-inflamatórias. Demonstrou-se que ambas as formas de exercício têm um efeito benéfico na saúde metabólica geral. Assim, a prática regular de exercício aeróbio e de resistência poderá constituir uma estratégia útil para a gestão e prevenção de doenças metabólicas.