Validade e confiabilidade de uma célula de carga de baixo custo para extensão e flexão isométricas do joelho em jogadores profissionais de futebol
Resumo
Objetivo: A força muscular é essencial para o desempenho esportivo, porém os instrumentos considerados padrão-ouro para sua avaliação são onerosos. Avaliamos a validade e a confiabilidade de uma célula de carga de muito baixo custo para a mensuração da força isométrica de extensão e flexão do joelho, em comparação com um dinamômetro isocinético (DI). Métodos: Trinta e um jogadores profissionais de futebol do sexo masculino (17,8 ± 1,3 anos; 71,2 ± 6,3 kg; 177 ± 0,1 cm) participaram de duas sessões de teste. O pico de força isométrica na extensão e na flexão do joelho foi mensurado tanto pela célula de carga (CC) quanto pelo DI. A confiabilidade foi avaliada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (CCI), coeficiente de variação (CV) e gráficos de Bland–Altman. A validade foi examinada pela comparação do pico de força entre os dispositivos utilizando ANOVA de medidas repetidas.
Resultados: Ambos os dispositivos apresentaram excelente confiabilidade teste-reteste para extensão do joelho (CC CCI = 0,91; DI CCI = 0,94) e flexão do joelho (CC CCI = 0,93; DI CCI = 0,99). Valores de CV ≤ 7,2% indicaram confiabilidade aceitável a elevada. A CC superestimou consistentemente o pico de força em relação ao DI em ambos os movimentos (p < 0,001). Diferenças entre tentativas também foram observadas para a flexão do joelho com a CC (p = 0,010).
Conclusão: A célula de carga de baixo custo demonstrou excelente confiabilidade, porém baixa validade em comparação ao dinamômetro isocinético. Pode ser útil em contextos aplicados, mas a superestimação sistemática dos valores exige cautela.