Epidemiologia das lesões faciais no basquetebol pós-COVID-19: uma revisão sistemática
Resumo
Introdução
Embora o basquetebol não seja considerado um desporto de contacto pleno, existe um risco significativo de lesões faciais, como fraturas nasais, lacerações e abrasões corneanas, com consequências funcionais, estéticas e psicológicas.
Objetivo
Analisar a incidência e as características dessas lesões em jogadores e jogadoras de basquetebol de todos os níveis nos últimos cinco anos e fornecer evidência útil para estratégias preventivas.
Material e métodos
Realizou-se uma revisão sistemática de acordo com a PRISMA. A pesquisa foi efetuada em cinco bases de dados (dezembro de 2024–janeiro de 2025), incluindo estudos observacionais publicados em inglês ou em espanhol nos últimos cinco anos. A qualidade metodológica foi avaliada através da escala Newcastle–Ottawa.
Resultados
Dos 217 estudos identificados, 12 cumpriram os critérios de inclusão. As lesões mais frequentes foram fraturas nasais, seguidas de lacerações e abrasões corneanas. O principal mecanismo foi o contacto entre jogadores, seguido do impacto da bola. A incidência foi maior nos homens.
Conclusão
As lesões faciais no basquetebol são frequentes e relevantes, mas continuam subestimadas. Recomenda-se a implementação de medidas preventivas e o uso de proteção facial.