Frequência cardíaca máxima obtida e prevista

Estudo retrospectivo em brasileiros

  • J. C. Bouzas Marins Departamento de Educação Física. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG. Brasil.
  • C. Diniz da Silva Departamento de Educação Física. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG. Brasil.
  • M. de Oliveira Braga Departamento de Educação Física. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG. Brasil.
  • M. Santos Cerqueira Departamento de Educação Física. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG. Brasil.
  • F. Costa Bandeira Clínica de Cardiologia Cardiocenter. Viçosa, MG. Brasil.
Palavras-chave: Frecuencia cardíaca, Prueba de esfuerzo, Ecuación de predicción Heart rate, Exercise test, Prediction equation Frequência cardíaca, Prova de esforço, Equação de previsão

Resumo

Objetivo. Correlacionar a idade com a frequência cardíaca máxima obtida (FCMobt) durante teste ergométrico máximo (TE), bem como comparar a FCMobt com valores pré-definidos por diferentes equações que estimam a frequência cardíaca máxima (FCMpré), em homens brasileiros e mulheres a partir dos 30 anos de idade.

Métodos. A amostra incluiu 299 indivíduos assintomáticos com idades entre 30 e 75 anos, dos quais 164 eram homens (48,2 ± 11,5 anos) e 135 eram mulheres (50,6 ± 12,6 anos). Os dados foram obtidos por meio de análise retrospectiva do banco de dados de TE de uma clínica particular de cardiologia. Foram testadas a correlação e concordância entre os valores de FCMobt e FCMpre.

Resultados. O coeficiente de correlação entre idade e FCMobt nos homens foi (r = -0,53; p < 0,01) menor do que nas mulheres (r = -0,65; p < 0,01). Não houve diferenças significativas entre FCMobt e FCMpre pela equação de Tanaka et al (2001) [211-0,8*idade] para homens ou pela equação de Jones et al (1985) [202-0,72*idade] para mulheres, em nenhum dos subgrupos etários (p > 0,05). A resposta cronotrópica mostrou-se dependente da idade, diminuindo progressivamente com o envelhecimento, de forma diferente entre homens e mulheres.

Conclusão. A equação de Tanaka et al (2001) [211-0,8*idade] em homens e Jones et al (1985) [202-0,72*idade] em mulheres mostrou-se mais apropriada para estimar a FCM, para pessoas com mais de 30 anos.

Publicado
2018-04-30
Secção
Originais
Página/s
146-52