Frequência cardíaca máxima obtida e prevista
Estudo retrospectivo em brasileiros
Resumo
Objetivo. Correlacionar a idade com a frequência cardíaca máxima obtida (FCMobt) durante teste ergométrico máximo (TE), bem como comparar a FCMobt com valores pré-definidos por diferentes equações que estimam a frequência cardíaca máxima (FCMpré), em homens brasileiros e mulheres a partir dos 30 anos de idade.
Métodos. A amostra incluiu 299 indivíduos assintomáticos com idades entre 30 e 75 anos, dos quais 164 eram homens (48,2 ± 11,5 anos) e 135 eram mulheres (50,6 ± 12,6 anos). Os dados foram obtidos por meio de análise retrospectiva do banco de dados de TE de uma clínica particular de cardiologia. Foram testadas a correlação e concordância entre os valores de FCMobt e FCMpre.
Resultados. O coeficiente de correlação entre idade e FCMobt nos homens foi (r = -0,53; p < 0,01) menor do que nas mulheres (r = -0,65; p < 0,01). Não houve diferenças significativas entre FCMobt e FCMpre pela equação de Tanaka et al (2001) [211-0,8*idade] para homens ou pela equação de Jones et al (1985) [202-0,72*idade] para mulheres, em nenhum dos subgrupos etários (p > 0,05). A resposta cronotrópica mostrou-se dependente da idade, diminuindo progressivamente com o envelhecimento, de forma diferente entre homens e mulheres.
Conclusão. A equação de Tanaka et al (2001) [211-0,8*idade] em homens e Jones et al (1985) [202-0,72*idade] em mulheres mostrou-se mais apropriada para estimar a FCM, para pessoas com mais de 30 anos.