Padrões de lesão e fatores associados em jogadores portugueses federados de hóquei em patins: um estudo transversal
Resumo
Objetivo: Descrever os padrões de lesão e identificar fatores associados ao número de lesões reportadas em jogadores portugueses de hóquei em patins da primeira divisão durante a época 2024–2025.
Método: Estudo observacional transversal através de um questionário eletrónico anónimo sobre as lesões sofridas durante a época 2024–2025. Foram recolhidos dados demográficos e desportivos, características das lesões, treino de força e fisioterapia. Foram utilizadas estatísticas descritivas e testes t para amostras independentes.
Resultados: Participaram 124 atletas (idade média 23,8 ± 5,3 anos; prática federada média 16,9 ± 5,6 anos); 115 (92,7%) reportaram pelo menos uma lesão. As lesões dos membros inferiores foram as mais frequentes (143; 36%), seguidas das lesões da cabeça e pescoço (119; 30%). As lesões faciais corresponderam a 94 (79%) das lesões da cabeça e pescoço. O traumatismo por contacto com stick ou bola foi o mecanismo mais frequente (105; 26,4%). No total, 119 (30%) lesões foram graves e 25 (6,4%) necessitaram de cirurgia. A posição de jogo associou-se ao número de lesões, com aproximadamente 52% menos lesões nos guarda-redes do que nos jogadores de campo (p = 0,00066). Não houve associações significativas com sexo, frequência de treino, anos de prática, treino de força ou fisioterapia.
Conclusões: As lesões dos membros inferiores e faciais foram as mais frequentes. A posição de jogo foi a única característica associada significativamente ao número de lesões. Estes resultados destacam potenciais alvos preventivos e apoiam estudos prospetivos futuros.