Força e adiposidade como marcadores de saúde: o esporte universitário como modulador em estudantes do Nordeste brasileiro

  • Danilo Pereira do Nascimento Federal Institute of Education, Science and Technology of Ceará
  • Jamile Vitoria Braga Silva Federal Institute of Education, Science and Technology of Ceará
  • Nimara Inácio da Cruz Sousa Federal Institute of Education, Science and Technology of Ceará
  • Francisco Adelvane de Paulo Rodrigues Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
Palavras-chave: Fuerza muscula, Promoción de la salud, Grasa intraabdominal, Atletas, Estudiantes fuerza muscular, promoción de la salud, grasa intraabdominal, deportistas, estudiantes força muscular, promoção da saúde, gordura intra-abdominal, atletas, estudantes

Resumo

Introdução: A aptidão física é um indicador multidimensional de saúde, mas o impacto da participação esportiva universitária em biomarcadores morfológicos e funcionais específicos permanece subinvestigado em contextos regionais como o Nordeste brasileiro. Objetivo: Comparar indicadores de saúde morfológicos e funcionais entre estudantes atletas e não atletas do Instituto Federal do Ceará, identificando o papel da participação esportiva na modulação dos componentes-chave da aptidão física relacionada à saúde. Método: Estudo transversal realizado com universitários estratificados em estudantes atletas (n=22) e não atletas (n=33). A aptidão física foi avaliada por meio de: 1) Flexibilidade (teste de sentar e alcançar); 2) Força muscular (dinamometria de preensão manual direita/esquerda, escapular e dorsal-lombar); e 3) Composição corporal e Taxa Metabólica Basal (TMB) via bioimpedância elétrica (BIA). Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas na flexibilidade entre os grupos. A força muscular foi influenciada principalmente pelo dimorfismo sexual (p=0,0001), mas os estudantes atletas apresentaram força significativamente maior nas dimensões escapular (40,83±2,65 vs. 30,15±2,22 kgf; p=0,011) e dorsal-lombar (114,3±6,84 vs. 89,5±7,41 kgf; p=0,0192). Em relação à composição corporal, mulheres não atletas apresentaram índice de gordura visceral significativamente superior (12,06±1,04) em comparação às mulheres atletas (5,16±0,90; p=0,013). A TMB foi significativamente maior no sexo masculino devido ao volume de massa magra (p=0,0001), mas não variou conforme a participação esportiva. Conclusão: A participação esportiva no ambiente universitário atua como um modulador significativo da saúde, particularmente através do aumento da força muscular global e da redução da adiposidade visceral em mulheres.

Biografias Autor

Danilo Pereira do Nascimento, Federal Institute of Education, Science and Technology of Ceará

Profissional da área da atividade física e do esporte; membro do Laboratório de Investigação em  Metabolismo, Exercício e Saúde - CNPq.

Jamile Vitoria Braga Silva, Federal Institute of Education, Science and Technology of Ceará

Profissional da área da atividade física e do esporte; membro do laboratório de Investigação em Metabolismo, Exercício e Saúde - CNPq.

Nimara Inácio da Cruz Sousa, Federal Institute of Education, Science and Technology of Ceará

Licenciada em Educação Física pelo IFCE, com histórico como bolsista de Iniciação Científica (CNPq). Especialista em Fisiologia do Exercício e Mestra em Ensino na Saúde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Atualmente, é Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.

Publicado
2026-07-08
Secção
Originais
Página/s
15-21