Força e adiposidade como marcadores de saúde: o esporte universitário como modulador em estudantes do Nordeste brasileiro
Resumo
Introdução: A aptidão física é um indicador multidimensional de saúde, mas o impacto da participação esportiva universitária em biomarcadores morfológicos e funcionais específicos permanece subinvestigado em contextos regionais como o Nordeste brasileiro. Objetivo: Comparar indicadores de saúde morfológicos e funcionais entre estudantes atletas e não atletas do Instituto Federal do Ceará, identificando o papel da participação esportiva na modulação dos componentes-chave da aptidão física relacionada à saúde. Método: Estudo transversal realizado com universitários estratificados em estudantes atletas (n=22) e não atletas (n=33). A aptidão física foi avaliada por meio de: 1) Flexibilidade (teste de sentar e alcançar); 2) Força muscular (dinamometria de preensão manual direita/esquerda, escapular e dorsal-lombar); e 3) Composição corporal e Taxa Metabólica Basal (TMB) via bioimpedância elétrica (BIA). Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas na flexibilidade entre os grupos. A força muscular foi influenciada principalmente pelo dimorfismo sexual (p=0,0001), mas os estudantes atletas apresentaram força significativamente maior nas dimensões escapular (40,83±2,65 vs. 30,15±2,22 kgf; p=0,011) e dorsal-lombar (114,3±6,84 vs. 89,5±7,41 kgf; p=0,0192). Em relação à composição corporal, mulheres não atletas apresentaram índice de gordura visceral significativamente superior (12,06±1,04) em comparação às mulheres atletas (5,16±0,90; p=0,013). A TMB foi significativamente maior no sexo masculino devido ao volume de massa magra (p=0,0001), mas não variou conforme a participação esportiva. Conclusão: A participação esportiva no ambiente universitário atua como um modulador significativo da saúde, particularmente através do aumento da força muscular global e da redução da adiposidade visceral em mulheres.