Nível de atividade física, depressão e ansiedade em estudantes de Educação Física
Resumo
Objetivo: Investigar a associação entre os níveis de atividade física e a presença de sintomas de ansiedade e depressão em estudantes de graduação de um programa de ensino superior. <bold>Método:</bold> Este estudo quantitativo correlacional foi realizado com 180 estudantes de graduação em Educação Física. Utilizaram-se a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD) e o Questionário Internacional de Atividade Física – Versão Curta (IPAQ-SF). Foram aplicadas análises descritivas, análise de rede e regressão logística ordinal para estimar associações entre os níveis de atividade física e os sintomas de ansiedade e depressão. <bold>Resultados:</bold> A idade média foi de 21,84 (±3,48) anos e 51,1% eram homens. Observou-se que 49,4% dos estudantes apresentaram sintomas de ansiedade e 30% apresentaram sintomas depressivos. A atividade física vigorosa associou-se negativamente a cinco dos sete itens da HAD-D e a um item da HAD-A. Na regressão logística, a atividade física não apresentou associação estatisticamente significativa com ansiedade ou depressão, embora a atividade física moderada (OR=0,94; p=0,096) e vigorosa (OR=0,93; p=0,071) tenha mostrado uma tendência protetora para os sintomas depressivos. O gênero masculino foi um preditor significativo de menor risco de ansiedade (OR=0,31; p<0,001). <bold>Conclusão:</bold> A prevalência de sintomas de ansiedade e de sintomas depressivos moderados a graves é relevante entre estudantes universitários. Embora a atividade física não tenha apresentado associação significativa, observou-se uma tendência protetora da atividade física moderada e vigorosa, especialmente para os sintomas depressivos. O fator gênero mostrou-se consistente, reforçando a importância de abordagens diferenciadas e multidimensionais.